Em sua segunda edição, os Jogos Paradesportivos Nacionais do Movimento Pestalozziano se consolidam como um dos eventos nacionais mais importantes do paradesporto.

 

Fotografia colorida em plano médio capturada em um ginásio poliesportivo. Em destaque, um jovem sorridente com deficiência física usa camiseta laranja e boné branco, sentado em uma cadeira de rodas que é conduzida por um homem negro com camiseta preta da Pestalozzi. Ao lado deles, outro jovem em cadeira de rodas segura com orgulho a bandeira do estado do Espírito Santo, que possui as cores azul, branco e rosa com a frase "Trabalha e Confia". Ao fundo, diversas pessoas em pé e em cadeiras de rodas participam do evento em um clima de celebração e alegria.

A menos de um mês da cerimônia de abertura, Aracaju (SE) se prepara para se tornar o coração do paradesporto brasileiro. Entre os dias 23 e 26 de março de 2026, a capital sergipana sediará o 2º Jogos Paradesportivos Nacionais do Movimento Pestalozziano, um evento que transcende a competição e se consolida como um marco de inclusão, emancipação e cidadania da pessoa com deficiência intelectual e múltipla ou TEA (Transtorno do Espectro Autista)

Realizado pela Federação Nacional das Associações Pestalozzi (FENAPESTALOZZI) em parceria com o Governo Federal, por meio do Ministério do Esporte e da Lei de Incentivo ao Esporte, com patrocínio do Nubank, o torneio reunirá cerca de setecentas pessoas, entre atletas, comissão e apoio técnico que comparecerão à capital sergipana para disputar modalidades esportivas adaptadas como tênis de mesa, futsal, natação, atletismo, bochão e bocha paralímpica. 

Compondo 15 delegações variadas, pertencentes a todas as regiões geográficas do país, os atletas disputam modalidades com adaptações específicas para atender pessoas com deficiência intelectual e múltipla ou TEA.

O paradesporto atua como um dos mais potentes catalisadores da cidadania ao transpor as barreiras da funcionalidade física para ocupar o terreno do direito e da visibilidade social. Ao adaptar regras e espaços, o esporte deixa de ser apenas uma prática de alto rendimento para se tornar uma plataforma de afirmação política e pessoal, onde o atleta com deficiência deixa de ser visto sob a ótica da limitação para ser reconhecido por sua potência e autonomia.

Estima-se que cerca de 8% da população brasileira com dois anos ou mais são pessoas com deficiência, conforme dados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios Contínua (PNAD Contínua, 2023). Diante desse cenário, iniciativas como os jogos são fundamentais, pois a ocupação de arenas, clubes e espaços públicos por esses atletas força a sociedade a repensar a acessibilidade não como uma concessão, mas como um pilar obrigatório da democracia. 

No convívio das competições, como os Jogos Paradesportivos Nacionais do Movimento Pestalozziano, o esporte fomenta a autodefesa e a integração, permitindo que o indivíduo desenvolva uma consciência crítica sobre seu papel na comunidade e reivindique seu espaço de fala e de existência. 

Além disso, a prática esportiva coletiva ou individual rompe com o isolamento histórico imposto por estigmas, promovendo a socialização e a quebra de preconceitos enraizados, o que resulta em uma sociedade mais empática e justa. Assim, o investimento no paradesporto, seja por meio de políticas públicas ou parcerias público-privadas, não é apenas um incentivo ao lazer, mas uma estratégia de Estado para garantir que a dignidade da pessoa humana seja plenamente exercida por meio do esporte, da disciplina e da conquista do espaço comum.

Os esportes adaptados de alto rendimento com pessoas com deficiência acontecem desde a metade do século passado. Atualmente, eventos mundiais paradesportivos acontecem nas edições de verão e inverno, continuadamente, a cada quatro anos. Essa visibilidade e constância, a nível mundial, são especialmente importantes para as pessoas com deficiência visto que conferem visibilidade às práticas paradesportivas e colaboram para a transformação do imaginário coletivo no que diz respeito às potencialidades da pessoa com deficiência.

Fotografia colorida de plano aberto mostrando uma mesa de premiação em um ginásio. Atrás de uma longa mesa coberta com tecidos decorativos e repleta de medalhas e troféus alinhados, estão posicionadas cerca de 12 pessoas — homens e mulheres de diferentes idades e etnias — usando camisetas pretas e vermelhas com o logotipo da Federação Nacional das Associações Pestalozzi (Fenapestalozzi). Atrás deles, um grande painel branco exibe o título: "I Jogos Paradesportivos Nacionais do Movimento Pestalozziano". O ambiente é solene e organizado para o encerramento da competição.

 

Referências 

Pessoas com deficiência têm menor acesso à educação, ao trabalho e à renda. Agência IBGE, Brasília, 07 de jul. de 2023. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/37317-pessoas-com-deficiencia-tem-menor-acesso-a-educacao-ao-trabalho-e-a-renda. Acesso em: 23 de fev. de 2026.

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Atletismo:

O atletismo é um conjunto de esportes composto por três modalidades: corrida, salto e arremesso. Pode ser praticado por atletas com deficiências físicas, visuais ou intelectuais tanto no feminino quanto no masculino.

Nos Jogos Paradesportivos Nacionais do Movimento Pestalozziano as provas de atletismo serão as seguintes:

Arremesso de peso;
Caminhada;
Corrida;
Lançamento de dardo;
Lançamento de disco;
Lançamento de pelota com utilização da bola de bocha de 250g;
Salto em distância;
Salto em distância parado.

Clique aqui e acesse o regulamento dessa modalidade.

Bocha paralímpica:

Essa prática esportiva consiste em lançar as bolas coloridas (bochas) o mais perto possível de uma bola branca (bolim). Os atletas ficam sentados (podendo ser em cadeira de rodas) e limitados a um espaço demarcado para fazer os arremessos. É permitido usar as mãos, os pés e instrumentos de auxílio (calhas), além de contar com ajudantes (calheiros) no caso dos atletas com maior comprometimento dos membros.

Clique aqui e acesse o regulamento dessa modalidade.

Bochão:

O Bochão é um esporte que envolve o lançamento de bolas (bochas) em direção a uma bola alvo (bolim ou jack), com o objetivo de aproximar o máximo possível as bochas do bolim.

Clique aqui e acesse o regulamento dessa modalidade.

Futsal:

Futsal (futebol de salão) é um esporte coletivo praticado entre duas equipes composta por jogadores e goleiros. A quadra é menor que um campo de futebol e o objetivo principal é marcar gols.

Clique aqui e acesse o regulamento dessa modalidade.

Natação:

Nesta modalidade esportiva adaptada para atletas com deficiências físicas, visuais ou intelectuais. As regras são semelhantes às da natação convencional, mas com adaptações para garantir a inclusão de todos.

Clique aqui e acesse o regulamento dessa modalidade.

Tênis de Mesa:

Neste jogo são usadas raquetes de madeira para passar uma bolinha de um lado a outro de uma rede instalada em uma mesa. O objetivo é que essa bolinha toque no campo adversário. A partida continua até que um dos jogadores não consiga devolver a bola para o outro lado, seja por erro no toque ou por ela sair do alcance.

Clique aqui e acesse o regulamento dessa modalidade.

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CAMPO DE SELEÇÃO

TIPOS DE DADOS

DADOS PESSOAIS

FINALIDADE DO USO DOS DADOS PESSOAIS

 

Cadastrais

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Saúde

Imagem

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Fotográficos

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